
Tempo incerto, perdido, mas, principalmente, só porque o tempo, o meu, pode perder-se no nada e vaguear longe de tudo o que o torna tempo.
Tempo que passa abstractamente, ainda que sem formas abstractas, consequentemente, reais.
Palavras. Levadas, de uma vasta e única vez, pelo tempo. Facilmente trocadas em segundos, que se tornam horas. Horas que se tornam dias. Dias que se tornam anos. E à medida desse avanço, as recordações acabam sempre, de uma maneira ou de outra, por cair no esquecimento.
Talvez nem as quiséssemos esquecer, talvez, realmente, fosse o melhor fazê-lo. Mas não saberemos, nunca, o certo e o errado. O tempo toma-nos as atitudes, e pouco resta de sensações outrora vividas, outrora sentidas, outrora sonhadas.
Em tempos, sonhar era deveras fácil, quando a vida tinha, ainda, aquele sabor especial de quem a vive como rara e, inversamente, comum que é; porque no outrora o tempo decorria, talvez até de modo já apressado, mas eu vivia, sentia, sonhava em cada segundo desse tempo.
Talvez um dia ele páre, e aí, eu me deixe de levar pela vida e um rumo seja meu, pois um dia, o coração deixa de bater.
Tempo que passa abstractamente, ainda que sem formas abstractas, consequentemente, reais.
Palavras. Levadas, de uma vasta e única vez, pelo tempo. Facilmente trocadas em segundos, que se tornam horas. Horas que se tornam dias. Dias que se tornam anos. E à medida desse avanço, as recordações acabam sempre, de uma maneira ou de outra, por cair no esquecimento.
Talvez nem as quiséssemos esquecer, talvez, realmente, fosse o melhor fazê-lo. Mas não saberemos, nunca, o certo e o errado. O tempo toma-nos as atitudes, e pouco resta de sensações outrora vividas, outrora sentidas, outrora sonhadas.
Em tempos, sonhar era deveras fácil, quando a vida tinha, ainda, aquele sabor especial de quem a vive como rara e, inversamente, comum que é; porque no outrora o tempo decorria, talvez até de modo já apressado, mas eu vivia, sentia, sonhava em cada segundo desse tempo.
Talvez um dia ele páre, e aí, eu me deixe de levar pela vida e um rumo seja meu, pois um dia, o coração deixa de bater.
7 comentários:
profundo =$
Bue lindo *.*
Esta lindo este texto! :P
Oh paah, se o publicasses num jornal, de certeza que tinhas sucesso! ^^
Beijinhos :*
«Em tempos, sonhar era deveras fácil, quando a vida tinha, ainda, aquele sabor especial de quem a vive como rara e, inversamente, comum que é»
Ainda há dias estive a falar com uma pessoa sobre isto. Antigamente sentíamos-nos mais realizados quando fazíamos qualquer coisa que agora achamos banal. A vida tinha outro "sabor".
gostei muito do texto...
Não é a vida que tem outro sabor, és tu que não a saboreias como em outros tempos. E estás a tempo de a saborear como a saboreaste, sentir prazer mesmo nas coisas mais banais. O importante é pensar que estamos vivos agora, e que o passado por mais importante que tenha sido não passa disso, dum passado que passou. E se o passado não muda, é preciso termos em mente que o futuro não é como este, o futuro está por escrever, e espero que o escrevas com muito sabor, porque todos o merecemos.
Não sei se conheces, aconselho-te um filme, "Into the Wild". Penso que vais gostar.
Desculpa a invasão.
o tempo é o que fazemos com ele. por vezes curto e rápido, outras longo e demorado.
Goste Sara :D
Gostei mesmo, tocas em cada ponto desde texto com tamanha sensibilidade e subtilileza.
Há quem diga que o tempo é o que de pior existe na vida.. Há quem diga que o tempo tira-nos vida. Gosto de ver que queres viver :D
Como disse a Keith, tas a tempo de saborear a vida ;D
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